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Dia do Amigo no Alemão serve a 10ª feijoada

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Fotos: Rodrigues Moura
Este ano completou dez anos que moradores do Complexo do Alemão, da comunidade do Itararé, se reúnem em uma feijoada no Dia do Amigo. Com 116 pessoas, a novidade do evento, que aconteceu neste sábado, 20, foi a compra obrigatória de ingresso: uma camisa, por R$20, dava direito à feijoada e dois refrigerantes ou cervejas. A novidade garantiu a feijoada, que antes dependia da colaboração dos amigos e acabava atrapalhando o apuro do feijão na panela.

A comemoração começou em 2002, quando Adelaide da Silva, 50 anos, nascida e criada no Alemão, ouviu no rádio que era Dia do Amigo e resolveu mobilizar amigos e parentes para uma confraternização. No fim da noite, fizeram um salpicão coletivo para celebrar a data. No ano seguinte, Adelaide resolveu organizar a primeira Feijoada do Dia do Amigo. Desde então, amigos da favela e conhecidos passaram a doar o que podiam para garantir a festa. Um pedaço de carne, um punhado de coentro… E foi assim que o evento chegou à sua décima edição.

Uma mobilização solidária

Adelaide se orgulha do engajamento da família na feijoada: “meu marido corta as carnes, meus sete filhos ajudam a arear as panelas, que são grandes e pesadas, a Sonita, costureira de 46 anos, faz todo o feijão e a mãe dela, a dona Petrô, de 65 anos, faz o arroz e o torresmo. Todo mundo trabalha no amor, para garantir a confraternização.” Sonita é a responsável pelo feijão desde a primeira festa. Este ano, 14 quilos foram levados às panelas. Segundo Adelaide, tem gente que nem fica no evento, só paga pela feijoada e vai embora ver a novela, tratar da vida.

Outro grande colaborador da Feijoada do Dia do Amigo no Alemão é Gerson Roberto, também morador, que cede o salão de festas há dez anos para o evento. “Ninguém recebe nada. Pelo contrário, quem se propõe a ajudar ainda colabora financeiramente para o feijão sair”, conta Adelaide.

Baseada nas edições anteriores que chegaram a ter 190 comensais, este ano Adelaide mandou fazer 120 camisas. Com a divulgação toda feita pelo boca a boca, por conta do espaço que não é muito grande, venderam cerca de 100 antes e 16 no dia da Feijoada. A idealizadora do evento contou que algumas pessoas reclamaram do preço, mas que o novo esquema foi essencial para organizar a feijoada.

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